Artigos com o marcador evento
A experiência como tendência
13/10/11
Quero falar de um conceito mais recente e muito interessante que é a ideia de espaços de marca. Para a execução, você precisa estar totalmente mergulhado nos atributos da mesma, na mensagem que se quer passar. Estas características acompanham o evento e tudo o que a marca promove.
Como, por exemplo, o BMW Museum, em Munich. Aparentemente um espaço completo de exposição da marca, mas que reflete em toda arquitetura e tecnologia conceitos percebidos em sua marca.

Além desta tendência, atualmente é um momento muito favorável para inovações em PDVs, cada vez mais elaborados. Os espaços em lojas estão cada vez mais lúdicos e temáticos. Uma visita a uma loja, como, por exemplo, a galeria Melissa, promove uma vivência pessoal a cada visita a loja, sem que você perceba que está numa loja. Ou seja, existem PDVs que podem proporcionar experiência, o que o torna praticamente um evento.
É necessário gerar um sentimento de experiência única de forma que o público tenha tamanha expectativa pelo evento. É essa energia que faz o evento ser bom. Imprimir uma sensação de novo, que ninguém quer perder e que quem não foi acabou perdendo.
Para fazer alguém sair de casa você precisa oferecer pelo menos 1 desses 3 itens: Utilidade, entretenimento, e/ou relevância.
Para idéias inovadoras, os desfiles de moda são uma fonte maravilhosa para eventos. Eles são o tipo de evento mais livre. Estão sempre à frente, envolvidos com freqüente experimentação.
Mas cuidado! A comunicação e o marketing precisam caminhar cada vez mais juntos. Você não pode dizer uma coisa para o mercado e outra para o pessoal interno da empresa. Afinal, estes dois públicos estão juntos na rede social. Você precisa dizer o mesmo discurso e sê-lo de fato.
Aproveite para visitar eventos sempre. Renove suas idéias e referências.
Brazil Promotion – Um evento-referência para um novo mercado
12/08/11
Texto escrito por Ronald Peach Jr, engenheiro eletrônico formado pela Fundação Armando Alvares Penteado, sócio-diretor da Droid Outform e Droidigital Midia, ex-presidente do POPAI Brasil e membro do conselho da entidade.
A Brazil Promotion 2011 impressionou, não apenas pelo seu tamanho mas pela diversidade. Em único espaço, foi demonstrado a força do mercado promocional e as tendências do setor.
Os últimos anos tem sido recheados de surpresas desagradáveis para a economia, por conta das crises internacionais que ainda estão à nossa porta e o consequente freio em investimentos. O Brasil vive um viés positivo neste sentido, com economia prosperando.
O mercado promocional precisa aproveitar esta oportunidade e reativar sua participação de forma mais pujante no bolo do marketing. Não seria mentira dizer que tínhamos muito mais liberdade promocional nos anos 90 do que agora. Para nosso mercado, a nota fraca vem do varejo, que tem restringido excessivamente as ações promocionais, cobrando por seus espaços valores demasiadamente caros.
Há também situações burocráticas e ainda vigentes, como a necessidade de aprovar promoções comerciais através de uma instituição bancária, de conhecimento dos leitores, que não é um órgão competente e tampouco isento. Nos moldes do Conar, o mercado teria total maturidade para aprovar promoções através das associações como Ampro ou POPAI.
O mercado ainda trabalha com base em uma lei criada em 1971, antiga e defasada, que não admite o uso da eletrônica ou computadores. Parece lógico, na medida em que estes nem existiam. Ainda estamos na era da urna e das promoções ligadas à loterias, um total disparate para um setor tão moderno e antenado.
Tivemos a oportunidade de ver tecnologias impressionantes, interativas, aonde o consumidor entra no mundo das marcas, vivenciando experiências lúdicas e únicas.
Se tivéssemos leis simples e efetivas que libertassem o mercado promocional para fazer suas ações, teríamos o estímulo ao consumo e uma economia ainda mais fortalecida e gerando empregos.
Se o varejo colaborar, entendendo que consumidor estimulado compra mais, o ciclo de prosperidade pode ser rapidamente retomado para termos, nesta década, um horizonte tão bom quanto o que já tivemos.





