Artigos com o marcador tendência
Projeções Holográficas prometem reviver ídolos do passado nos eventos.
03/06/13
Há alguns anos atrás, em decorrência da evolução dos softwares e da própria tecnologia aplicada a produção de álbuns musicais, foi possível ouvir “Unforgettable”, cantada por Nat King Cole, já falecido naquela época, em parceria com Natalie Cole, sua filha, que iniciava suas primeiras performances. Uma vitória da tecnologia nos permitiu reviver momentos fantásticos do artista, associado a performances musicais modernas.
No ano passado, durante o Coachella Valley Music and Arts Festival, realizado na Califórnia, EUA, tivemos igualmente uma apresentação surpreendente: a performance de Tupac Shakur, rapper, falecido em 1996 aos 25 anos de idade, que apesar de sua curta carreira, vendeu mais de 85 milhões de cópias, sendo considerado o maior rapper de todos os tempos.
O mais interessante é que essa performance não foi obtida a partir de imagens pré-gravadas e sim construída digitalmente, preparada para fazer Tupac Shakur dançar, cantar e interagir com os outros músicos e com a platéia.
Você pode imaginar o que virá por aí. Performances incríveis com ídolos que não estão mais entre nós, mas que estarão se apresentando para nós. Algumas pessoas entrevistadas acharam muito estranho a experiência impactante de ver e ouvir seu ídolo revivido, mas amaram o resultado final.
O pool de empresas que se uniu para desenvolver este trabalho já tinha como experiência o desenvolvimento do personagem do fime “O Curioso Caso de Benjamin Button”, na qual o ator Brad Pitt aparece como um senhor de 80 anos. Este primeiro trabalho demorou um ano e meio para ser concluído e o atual somente 2 meses.
Agora é só aguardar.
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Tupac, Music News
De volta ao café
10/10/12
Texto escrito por Francisco Madia, diretor da Madia Mundo Marketing e da Madia Marketing School.
O novo milênio marca o reencontro dos brasileiros dos grandes centros urbanos com o café de qualidade. Estavam distantes há décadas. Desde as chegadas das primeiras máquinas de café expresso nos anos 60, e, passado o entusiasmo inicial, continuamos tomando café de forma habitual. Levava-se a xícara à boca muitas vezes ao dia automaticamente.
Da virada o milênio para cá o papo é outro. Reencontramo-nos com o café de qualidade e todo o ritual envolvido na experiência. Cada xícara de café, um momento de especial e merecido prazer, em meio a correria que se transformou nossas vidas. Hoje, as grandes cidades do país, muito especialmente São Paulo, estão “espetadas” por dezenas de cafeterias onde o ritual se repete várias vezes ao dia. E quem deu sentido a tudo isso, referenciando-se no que viu em TURIM e ROMA foi HOWARD SCHULTZ, com seu STARBUCKS, que ensinou a todos os players que com ele aprendem, que para muitas pessoas e finalmente, a cafeteria é o desejado e indispensável terceiro lugar: a casa, o trabalho, e a cafeteria. Um oásis no caos das grandes cidades.
No início deste ano a VEJINHA decidiu “fotografar” as melhores cafeterias da cidade de São Paulo e conhecer o hábito dos apreciadores de café de qualidade, através de pesquisa realizada pelo Departamento de Inteligência de Mercado da Abril Mídia. Descobriu que apenas 9% dos paulistanos conforma-se com uma única xícara de café por dia, e que 41% tomam um mínimo de 4 xícaras. Para se ter uma ideia da importância das cafeterias, só perdem para o consumo em casa – 73% e no trabalho – 69%. Metade dos apreciadores toma café em ambientes voltados para oferecer e garantir uma extraordinária experiência de compra/consumo.
Uma das surpresas da pesquisa foi descobrir que 19% dos apreciadores do café de qualidade recusam-se a colocar qualquer espécie de adoçante – nem açúcar, nem os adoçantes artificiais. Do total dos entrevistados, 37% não possuem máquinas de café em suas casas – 27% possuem cafeteiras simples, 23% máquinas para expresso em capsulas ou sachês. Apenas 20% não frequenta as cafeterias, e dentre os que frequentam, 9% o fazem todos os dias. De certa forma, embora a pesquisa não tenha perguntado exatamente isso, fica bastante claro que algumas pessoas não pedem mais café nos restaurantes, se existir uma cafeteria próxima. Almoçam, e, depois, tomam café na cafeteria. Não apenas pela qualidade melhor da experiência, como também pelo preço. Algumas vezes, 50% menor que o dos melhores restaurantes.
Nos anos 1960, era programa de final de semana dar um pulinho a CONGONHAS – quem tinha carro, claro -, e saborear um expresso de uma das primeiras máquinas que chegaram a cidade. Mas adiante, muitos aproveitavam para tomar esse mesmo café de qualidade, nas máquinas da avenida São João, ou no Gonzaga, em Santos. E isso ficou no passado. Era esporádico e pontual. Hoje, mais de quarenta anos depois, o café de qualidade retornou com tudo. E muito desse crédito deve ser concedido a quem teve a virtude de entender que mais que querer tomar um café as pessoas queriam ter um possibilidade de paz e tranquilidade em suas vidas, ao sabor de um delicioso café.
Os italianos nos ensinaram a tirar e servir o café; HOWARD SCHULTZ a transformar e agregar a esses ensinamentos outros e inconfessados desejos nossos; mas, mais que evidentes para quem teve a sensibilidade de perceber.
Francisco Alberto MADIA de Souza é considerado a maior autoridade em marketing do país, segundo pesquisa realizada pela Toledo e Associados para a ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil. Trabalhando há 44 anos em marketing, há 31 MADIA é Diretor Presidente e Sócio do MADIAMUNDOMARKETING – empresa líder em Consultoria de Marketing.
O poder do mercado geek
12/06/12
Se até poucos anos atrás ser chamado de “nerd” era algo pejorativo, hoje o que vemos é uma onda totalmente inversa, com o culto ao estilo de vida “geek” (o jeito legal de ser nerd e antenado), produtos extremamente lucrativos e milhões de pessoas engajadas em causas e conceitos nerds.
O mercado de quadrinhos de super-heróis, que costumava ser restrito aos leitores assíduos e era apenas um nicho, hoje rende milhões com os super-lucrativos filmes da Marvel como Vingadores, X-Men e Homem-Aranha e até passa da barreira do bilhão de dólares, como no aclamado Batman – O Cavaleiro das Trevas da DC/Warner.
Camisetas com conceitos nerds são vendidas em diversos lugares e há lojas especializadas nisso que estão obtendo um bom lucro. Canecas, bottons, miniaturas, chaveiros, adesivos e uma infinidade de produtos promocionais são comercializados com temas ligados a personagens icônicos, jogos de vídeo-game, filmes, séries de TV e quadrinhos.
Um dos últimos símbolos da propagação dessa “ideologia nerd” é o Dia do Orgulho Geek comemorado em 25 de maio (aniversário da estreia do filme Star Wars – Episódio IV) com ações por todo o mundo com eventos físicos e grande repercussão na internet.
Empresas que ligam suas marcas a esse universo (a Adidas ao criar produtos com a Marca Star Wars, a Nike e a Pepsi ao estarem em partes importantes do filme De Volta Para o Futuro) tornam-se parte integrante da magia que acompanha todo o enredo envolvido. O Batmovel, clássico veículo do Batman, no próximo filme será um Lamborghini. No seriado Dexter, o ar condicionado que é uma das peças-chave da história estampa a marca da LG. A GM e seu Camaro dão vida ao Bumblebee de Transformers. São vários os exemplos que existem de diversas associações marca/mundo nerd, que vão desde o merchandising no próprio conteúdo ou a criação de uma infinidade de produtos.
Para sua empresa, quais ações poderiam ser criadas para esse público?
Onde sua marca tem a ganhar associando-se a esse tipo de conteúdo?
Se houver adequação, aproveite o insight e mergulhe nesse universo.
E-commerce e Marketing Promocional
30/05/12
Uma das fontes de negócio que mais crescem nos últimos anos, o E-commerce movimentou 18,7 bilhões de reais no Brasil em 2011, um crescimento de 26% em relação a 2010 segundo a consultoria e-bit. Com diversos cases de sucesso nacionais e mundiais, a venda de produtos pela internet está amadurecendo a passos largos e praticamente tudo que se vende em lojas físicas já pode ser encontrado em milhares de sites que comercializam pela web. No site do Pão de Açúcar, por exemplo, até frutas e legumes podem ser comprados online, e essas no geral vêm com qualidade superior às das lojas físicas. Sites como Submarino e Americanas.com construíram fortunas com lojas virtuais que vendem uma gama enorme de produtos.
A redução de custos que uma loja física traz geralmente são os grandes diferenciais para se começar um e-commerce, e muitos pequenos empreendedores veem nesse nicho uma oportunidade para realizarem seu sonho do próprio negócio.
E o marketing promocional, onde entra nisso?
Para o mercado de brindes, por exemplo, há um grande nicho a ser explorado. A possibilidade de enviar um brinde junto com o produto adquirido pode potencializar muito a experiência da compra e ajudar a gerar uma relação de amizade e carinho entre marca e consumidor. A Netshoes, em parceria com o jornal Lance!, envia para quem compra produtos de futebol um exemplar da revista Fut!, que tem absoluta coesão com o público.
Nessa linha, uma série de ações podem ser realizadas por empresas de gêneros totalmente diferentes: dar um pendrive personalizado para quem comprar algum aparelho eletrônico, dar um kit vinho ou kit queijos para quem comprar algum eletrodoméstico, uma nécessaire para quem comprar artigos de perfumaria, uma ecobag para produtos naturais e o que mais a criatividade e a adequação à marca e produto permitirem.
Para sua marca, qual ação promocional seria bem-vinda no mercado de compras online e como você poderia ganhar com isso?
A experiência como tendência
13/10/11
Quero falar de um conceito mais recente e muito interessante que é a ideia de espaços de marca. Para a execução, você precisa estar totalmente mergulhado nos atributos da mesma, na mensagem que se quer passar. Estas características acompanham o evento e tudo o que a marca promove.
Como, por exemplo, o BMW Museum, em Munich. Aparentemente um espaço completo de exposição da marca, mas que reflete em toda arquitetura e tecnologia conceitos percebidos em sua marca.

Além desta tendência, atualmente é um momento muito favorável para inovações em PDVs, cada vez mais elaborados. Os espaços em lojas estão cada vez mais lúdicos e temáticos. Uma visita a uma loja, como, por exemplo, a galeria Melissa, promove uma vivência pessoal a cada visita a loja, sem que você perceba que está numa loja. Ou seja, existem PDVs que podem proporcionar experiência, o que o torna praticamente um evento.
É necessário gerar um sentimento de experiência única de forma que o público tenha tamanha expectativa pelo evento. É essa energia que faz o evento ser bom. Imprimir uma sensação de novo, que ninguém quer perder e que quem não foi acabou perdendo.
Para fazer alguém sair de casa você precisa oferecer pelo menos 1 desses 3 itens: Utilidade, entretenimento, e/ou relevância.
Para idéias inovadoras, os desfiles de moda são uma fonte maravilhosa para eventos. Eles são o tipo de evento mais livre. Estão sempre à frente, envolvidos com freqüente experimentação.
Mas cuidado! A comunicação e o marketing precisam caminhar cada vez mais juntos. Você não pode dizer uma coisa para o mercado e outra para o pessoal interno da empresa. Afinal, estes dois públicos estão juntos na rede social. Você precisa dizer o mesmo discurso e sê-lo de fato.
Aproveite para visitar eventos sempre. Renove suas idéias e referências.
Vender ou relacionar: Qual é a sua?
27/06/11
Imagine a seguinte situação: você monta uma empresa, investe tempo e recursos em treinamento de vendedores, compra uma sede com ótima localização, seu ponto de venda está excelente, seu site na internet começa com uma grande quantidade de acessos e todos os seus esforços para que as pessoas conheçam sua marca estão dando certo. Com tudo isso, as pessoas começam a comprar seus produtos e usar seus serviços. Suas vendas são um sucesso e parece ser questão de tempo, muito pouco tempo até que seu investimento gere muitos lucros. Então, sem que você perceba alguma mudança brusca no mercado, tudo começa a perder o rumo, as pessoas param de comprar, o número de acessos do seu site cai absurdamente, os vendedores não conseguem renovar contratos e você fica com pouquíssimos ou quase nenhum cliente. Por que isso acontece?
Culturalmente, as empresas gastam a maior parte do seu tempo preocupando-se com vendas, e não com relacionamento. A preocupação com o cliente vai da base da cadeia de produção da empresa até o momento da venda final. Mas e depois? E o pós-venda? Quantas empresas estão realmente preocupadas em saber o que os clientes acharam de seus produtos ou serviços, oferecendo vantagens e customização de atendimento para clientes antigos? Quantas empresas entram em contato com você depois que você sai de uma loja ou depois de usar algum serviço para saberem o que você achou, se suas expectativas foram atendidas, ou para saberem o que faltou ou onde podem melhorar para te satisfazer?
Se relacionar com um cliente que já usa o que a empresa oferece é muito mais barato e muito mais lucrativo do que ficar a vida inteira correndo atrás de alguém que usará pela primeira vez o que você tem a oferecer, podendo ou não usar mais de uma vez.
Pensar o pós-venda e o relacionamento com o cliente não é um investimento que a empresa faz, precisa ser um dos seus princípios e estar ligada a todas as suas áreas e departamentos. Os resultados aparecem a curto, médio e longo prazo e a saúde financeira da empresa torna-se muito mais robusta.
Venda, venda bastante. Mas preocupe-se em saber se seu cliente está satisfeito com o que está sendo oferecido, preocupe-se em melhorar a percepção dele da sua empresa, ofereça customização, ofereça mais do que ele espera em todos os aspectos que puder. Preocupe-se com ele antes, durante e depois da compra. Com certeza, vocês dois só vão ter a ganhar.
A busca constante por inovação
01/06/11
Como falar em tendências de mercado, e não falar em inovação? Uma palavra que não sai da boca dos empreendedores e criativos. Mas o que ela de fato significa?
Inovação é um conceito extremamente abstrato, mas que entendemos de forma geral como uma reinvenção, como melhoria e como novidade.
O cenário mercadológico exige das empresas, cada vez mais, uma atuação diferenciada que permita fixar suas marcas no imaginário dos clientes. A inovação é o fator mais valorizado, sempre visto com olhos diferentes.
Um exemplo de como o diferente chama atenção, é o simples hábito de usar materiais mais coloridos, personalizados, papéis especiais, inclusive com certificação ecológica, acabamentos sensoriais com aromas, texturas e cortes diferenciados, no caso de impressão gráfica.
O processo de inovação, para ser efetivo, exige das pessoas uma constante observação, análise e crítica do que já existe. Espelhar-se em seu concorrente e imitá-lo é um grande erro daqueles que acreditam que dessa forma não vão ficar para trás. Hoje o foco está mais voltado ao consumidor, do que no mercado. É ele quem dita as futuras inovações.
A tendência em manter o que funciona bem do jeito que está, por medo de qualquer alteração que possa dar errado, é fator bloqueador da inovação. Inovação não precisa lidar necessariamente com novas tecnologias, e não tem começo, meio e fim. Ela não pára nunca e todos devem estar envolvidos.
Entre as atuais tendências de inovação estão atualmente a preocupação com a sustentabilidade, com a saúde e bem estar de funcionários, consumidores e ações de relacionamento com foco no consumidor, de forma a aproximar-se deles.
É arriscado mudar, sempre. Porém, esse é o desafio que nos leva ao crescimento constante e a satisfação de consumidores, cada vez mais exigentes. Quem ganha é a empresa, afinal, inovação também é sinônimo de evolução.













