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Em 2014 não tem pagode! E nem Natal…

Marketing Promocional
(Last Updated On: 16 de novembro de 2016)

Aos amantes de Sorriso Maroto, Turma do Pagode, Thiaguinho, Belo, Péricles, entre outros, tenho uma triste notícia. Em 2014 não haverá pagode! E o Papai Noel também pode botar suas barbas de molho, pois o Natal desse ano já tem dono.

Como já falamos anteriormente em outros posts aqui do Blog, as marcas devem tomar alguns cuidados ao usar algumas palavras e expressões para se promover durante a Copa, pois a FIFA e seus patrocinadores detinham o uso exclusivo.

Desde a criação da Lei Geral da Copa, já foram registradas mais de 200 palavras no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) em nome da FIFA e entre elas a que vem causando grande polêmica é a palavra pagode, que foi registrada até dezembro desse ano como propriedade da FIFA, pois é o nome da fonte oficial do evento, ou seja, se você for dono de uma lanchonete e quiser convidar seus clientes para assistirem os jogos da copa, acompanhados de um pagode com churrasco, você pode ser processado, afinal você não é um dos patrocinadores oficiais.

Outra expressão que também está registrada para a FIFA é Natal 2014. Portanto, se você está pensando em suas campanhas de final de ano, é bom ficar ligado, pois o registro vai até 31 de dezembro.

O que é difícil de engolir é o extremo privilégio que a entidade tem em um órgão estatal como o INPI, no qual “empresas normais” levam em média três anos para terem suas marcas registradas, sendo que esses registros da FIFA saíram em um ano ou até menos. Além disso, vale lembrar que a entidade tem controle total sobre os nomes e expressões registrados.

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E o que surpreende ainda mais é que nem o governo federal escapou da mão forte da entidade e para ter o direito de promover o nosso próprio país para o exterior, o governo foi obrigado a se transformar em patrocinador do torneio, o que custou aos cofres públicos aproximadamente 20 milhões de reais.

Não sou do grupo do #naovaitercopa, pois acredito que nesse momento não há mais o que fazer, pois nós pedimos a Copa e agora o evento irá acontecer de qualquer maneira e devemos fazer de tudo para que ele aconteça da melhor maneira possível. Mas, acredito que a Copa no Brasil deve servir de um grande exemplo para que os próximos países que sediarão o evento fiquem de olhos bem abertos com determinadas questões e não permitam esses desmandos da instituição.

Tomando como exemplo o setor publicitário, essas séries de restrições exigem muito mais cuidado das agências e empresas para divulgarem marcas. A sorte é que a FIFA não contava com a nossa astúcia, e os profissionais brasileiros vêm conseguindo driblar todas essas restrições e fazerem boas campanhas com o tema da Copa. Um exemplo é o comercial abaixo da Havaianas, que não é patrocinadora do evento mas conseguiu se inserir no contexto.

Para encerrar o post gostaria de informá-los que na minha próxima campanha vou patentear a cor azul, portanto cuidado! 😉

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