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Indústria invadindo o varejo

Brindes, Marketing Promocional
(Last Updated On: 1 de março de 2016)

Texto escrito por Francisco Madia, diretor da Madia Mundo Marketing e da Madia Marketing School.contrato de hospedagem de site

 

No início era apenas para ter um contato maior com os clientes através de poucas e pontuais lojas próprias. Mas a partir dos anos 60, a SONY concluiu que não conseguia a exposição com um mínimo de qualidade em lojas convencionais de varejo e começou a montar suas próprias lojas. O varejo engoliu por tratar-se, naquela época, de uma MARCA abençoada com quem não valia a pena brigar. Mas, era tratada com exceção. Depois e gradativamente vieram as outras lojas, e o genial e saudoso STEVE JOBS que já faz uma falta absurda a sua empresa, decidiu-se pelo caminho contrário. Só comercializava seus produtos em lojas exclusivas APPLE STORE -, e, depois, admitiu lojas terceirizadas e exclusivas de produtos da APPLE, e corners nas lojas convencionais. Enquanto isso a SAMSUNG lançava as primeiras lojas de BRAND EXPERIENCE – sem vendas, a primeira no MORUMBI SHOPPING -, enquanto a NIKE resolvia ter lojas próprias e vender direto para os clientes, e agora a SAMSUNG faz o mesmo. Essa foi a primeira invasão do varejo pela indústria.

Agora trata-se de uma segunda invasão. A invasão pela sobrevivência. Algumas empresas, conscientes que no curto e médio prazo conseguirão competir com seus adversários chineses, decidiram estender sua organização até o varejo, com a criação de lojas ou próprias, ou através do franchise. Em matéria para o DIÁRIO DO COMÉRCIO, MARIA CRISTINA FRANCO, vice-presidente da ABF – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FRANCHISING – ilustra essa segunda invasão da indústria no varejo, “espremida entre a competição com os importados, especialmente da Ásia, mais aumento de impostos e juros elevados, busca cada vez mais substituir o risco fabril pela participação no lucro mercantil, criando seus próprios canais de distribuição”.

Dentre os exemplos conhecidos do chamado “correr para fora” e não “acovardar-se para dentro”, os da HERING, COTEMINAS, PORTOBELLO, ALPARGATAS, MARISOL, DUDALINA, dentre outros. Segundo MARIA CRISTINA FRANCO, a COTEMINAS é um ótimo exemplo dessa segunda invasão. Depois da experiência com uma de suas marcas, a MMARTAN – hoje 170 operações em 23 Estados gerando uma receita superior a R$210 milhões, abre agora 30 lojas de outra de suas marcas, ARTEX, de uma só vez.

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E, com isso, e por essa nova razão, o FRANCHISING que já é uma das manifestações mais vigorosas e consistentes dos negócios em nosso país dá um novo e emblemático salto. Os últimos dados do setor revelam um crescimento espetacular. Dos R$ 25 bilhões de 2001 para R$ 88,85 bilhões em 2011. De 459 mil empregos diretos para 837 mil.

Num mundo cada vez mais especializado, onde as tribos procuram exclusividade e especialização, as nuvens negras adensam o céu das lojas de alguns departamentos, já que as de departamento morreram há muitos anos no Brasil.

 

Francisco Alberto MADIA de Souza é considerado a maior autoridade em marketing do país, segundo pesquisa realizada pela Toledo e Associados para a ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil. Trabalhando há 44 anos em marketing, há 31 MADIA é Diretor Presidente e Sócio do MADIAMUNDOMARKETING – empresa líder em Consultoria de Marketing.contrato de hospedagem de site

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